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  • Sonia Cortez

Questão de Escolha!

Olá a todos!!


Presenciamos à auto-destruição de quem nos é próximo, com aquela sensação...Onde é que eu já vi isto?


Pois bem, a vida é realmente uma sucessão de acontecimentos provenientes das nossas escolhas. Escolhas essas que nos levarão ao caminho original ou pelo caminho da aprendizagem.


Eu já vivi as duas, pois na "bifurcação" da vida também tive de escolher entre dois caminhos, e confesso que nem sempre escolhi o que estava certo. Mas foi a minha escolha, que teve as suas consequências, mas que sem ela eu não teria aprendido a minha lição. Eu acredito que tinha de passar pelo que passei, pois não estava pronta para caminhar no bom sentido. Talvez para vocês não faça sentido o que digo, questionar-se-ão... "Então não é melhor seguir logo pelo bom caminho"? Sim, claro que é, e mais fácil também, a questão é que ele estava ali e eu não conseguia perceber que aquele era o bom, percebem? Tive de caminhar no sentido inverso para poder dar valor, para perceber. Foi duro, oh se foi...mas honestamente? Não me arrependo.


No que diz respeito ao amor, aprendi bastante. Pois eu acreditava que bastava o meu amor, ou seja eu podia amar pelos dois. Erro grasso, nunca se pode amar por dois. O amor tem de ser a entrega completa de dois corações. e quando falo em entrega não falo só de entrega física, mas também da entrega do ser. 


Num relacionamento saudável, tem de haver companheirismo, amor, amizade, parceria, entrega, generosidade, empatia, ... Tudo isto para mim é amor. Mas nem sempre eu vi o amor desta forma. Ou seja, o caminho errado de que vos falava à pouco, ensinou-me que aquilo que eu vivia não era amor.


O amor não aprisiona, e eu vivia aprisionada. O amor não destroí, e eu vivia destruída por dentro. O amor protege e eu vivia desprotegida... Vivendo uma vida que Eu escolhi, onde passei por momentos de tamanho desespero que por diversas vezes o suicídio me pareceu uma solução... 


O sofrimento interno era tal, que o único reconforto era o olhar terno daquela criança, que ainda precisava de uma mãe.


Para contar precisamente o que sentia, tenho de voltar atrás no tempo, e reviver tudo aquilo por que passei durante treze anos da minha vida, outra vez...

(....) 

Viver no completo isolamento, principalmente o social. A manipulação e o sofrimento psicológico, onde eu era apenas a mulher para a sociedade, a esposa e a empregada doméstica. Impedida de ter amizades, impedida de fazer o que mais amava, impedida de ser MULHER. Controlada o tempo inteiro, rebaixada, posso dizer sem sombra de dúvidas que naquela época eu parecia muito mais velha do que o era na realidade. Eu tinha medo, não ousava expressar a minha opinião. A minha vida "social" era a sua família, pois até da minha ele me afastou. 


Violência Física? Isso não, não posso mentir. Mas por vezes eu preferia ter levado um estalo que me tivesse feito acordar daquele pesadelo. 

Violência física existe, deixa marcas no corpo, mas a violência psicológica pode deixar marcas muito mais profundas, na alma, que por vezes poderão nunca ser ultrapassadas, podendo levar ao suicídio.


Cinco anos após a minha libertação, ainda não ultrapassei todos os traumas, a pouco e pouco começo a acreditar mais em mim, a deixar as amarras do passado, mostrando o meu verdadeiro EU.

É difícil, acreditem que sim. 

Eu sou como a borboleta, após "anos" fechada no seu casulo, libertou-se ganhando asas para voar, rumo à sua liberdade.


Hoje sou muito mais feliz, encontrei o verdadeiro amor. Aquele que me completa, que me protege, que ama as minhas qualidades bem como os meus defeitos, aquele que todos os dias pela manhã me acorda com um sorriso, dizendo que estou linda, mesmo estando descabelada depois de uma noite de sono. Aquele que me incentiva a fazer o que mais amo, aquele que confia em mim, aquele que partilha comigo tudo, até as tarefas domésticas... Se é um príncipe encantado? Não, não é, pois esses só existem nas histórias de faz de conta, este é bem real, tendo qualidades admiráveis, bem como algum mau feitio. Mas o amor é isso mesmo aceitarmos o outro sem o querermos mudar.

Se hoje voltei aos palcos, se hoje sou mais forte, mais confiante...devo tudo a este HOMEM que me mostrou o verdadeiro significado da palavra AMOR. 


Voltei de novo à bifurcação, mas desta vez já tinha aprendido a lição e a Escolha tornou-se evidente! O caminho que segui, trouxe-me a paz que tanto procurava, o amor e a realização pessoal.


Eu já não amo pelos dois, pois encontrei o Homem que sabe amar e deixar-se amar! 

Tudo é uma questão de ESCOLHA!


Até breve

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